quinta-feira, 30 de agosto de 2007

União européia e seu circo dos horrores.

Essa semana assumiu o novo presidente da Turquia, Abdullah Gül que é do partido islâmico conservador, mas, logo na sua posse prometeu um estado laico. Até essa parte não há nenhuma grande novidade ou motivo para post.
Mas ele também disse que pretende prosseguir com o projeto de entrada na União Européia. Esta, que foge da entrada da Turquia como o diabo foge da cruz.

Motivo?

A Turquia poderia ser um possível trampolim para o movimento de migração (principalmente terrorista) dos países do Oriente Médio e da África.

A concepção é proveniente de vários países, mas esta bandeira é defendida pelo presidente francês monsieur Sarkozy.

Podem falar de terrorismo ou o que for, mas a grande verdade é que o temor que existe por trás da entrada da Turquia e até de outros países é o fluxo migratório. O desemprego estrutural encontrado nos países subdesenvolvidos, a grande oferta de emprego nos desenvolvidos e a necessidade levam pessoas a saírem das suas cidades em busca de uma vida melhor.
Para ganhar salários melhores, aumentar o nível de escolaridade ou apenas juntar dinheiro essas pessoas fazem de tudo (isso inclui todos os riscos que elas passam) para conseguir chegar a Europa.

E ao chegaram têm empregos que não necessitam nível superior ou muitas vezes até o fundamental. Empregos que são “rejeitados” pelo resto da população local.
E aí além de sofrerem com a descriminação e a violência local por serem apenas imigrantes sofrem com o descaso do governo e a retenção nas fronteiras daqueles que serão os próximos.
A população, muitas vezes manipulada pela mídia alega que os imigrantes estão tirando os empregos - Sim, aqueles que nem franceses, portugueses, espanhóis ou italianos desejam - daqueles que são “provenientes daquela terra”.

O mais engraçado são as contradições presentes nessa história. Os nossos queridos irmãos desenvolvidos roubam nossos cérebros para levarem as sedes das grandes transnacionais e os países desenvolvidos não têm o direito de roubar seus empregos tão desprezados por aqueles que são “qualificados demais” para executarem aquela tarefa.
Eles têm livre acesso para entrar e sair à hora que quiser, mas, nós não porque podemos ser terroristas, homens e mulheres bombas ou apenas empregadas domésticas em busca de uma vida melhor.

Então agora só falta o parlamento europeu construir um muro como o que divide a fronteira mexicana da estadunidense e convidar mr. Bush para invadir quem sabe a Argélia, o Marrocos ou até a própria Turquia.
Mas ele terá que ter cuidado ao invadir a Argélia, por exemplo, porque monsieur Sarkozy tem suas raízes e parentescos por lá. Não ficaria bem se ele jogasse bombas como serpentina assim como faz no Iraque. Vai que uma atinge alguém da família dele? Tudo bem atingir um civil, mas, alguém da família de monsieur Sarkozy não!


Eu só fico a imaginar aonde esse mundo com governantes tão abestalhados vai chegar.
 

2 comentários:

Lupos, Canis disse...

meus parabéns a futura professora de geografia, que em sua total competencia produzira tal artigo,^^devias pensar em uma publicação disto nega(não resisti ao termo politicamente INcorreto)
^^
tenta mandar isso para alguma revista... no estilo free lancer ^^
uahuahauhauah^^

Marcela disse...

eu consigo imaginar você falando isso, na minha frente, empurrando o óculos com o dedo e falando o seu R. ;)

e ficou muito bom, MUITO bom.

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